15 de agosto de 2012

A Bienal do Livro e a formação profissional dos autores

por Rodrigo Domit

Todo evento literário do Brasil, em algum momento, enfrenta críticas por ter se tornado demasiado comercial, com mais foco no mercado do que na criação e nos debates e estudos sobre a literatura. No entanto, esta crítica só se enquadra aos eventos que têm a pretensão de estabelecer o foco no estímulo à criação ou nos debates e estudos literários; e a Bienal do livro apresenta-se como um espaço mais amplo, que conta com espaço para o estímulo à criação e para os debates, mas que é voltado a movimentar o mercado editorial e, principalmente, ao encontro entre profissionais do livro, e entre estes profissionais com instituições, projetos e outros segmentos editoriais.

...

Em outras áreas de atuação, um evento destas proporções seria inimaginável. Poucos são os congressos e eventos em que os que dão os primeiros passos na carreira têm oportunidade de dialogar com aqueles que já estão no topo, com empresas e instituições que estão dispostas a investir no mercado e, ao mesmo tempo, com projetos que estimulam o empreendedorismo.

Se nós, autores, temos na Bienal um evento voltado ao mercado, temos mais é que agradecer; pois, caso não o fosse, estaríamos fadados a trilhar por caminhos desconhecidos sem qualquer farol para nos apontar os caminhos.


Para ler o texto na íntegra, acesse:
http://rodrigodomit.blogspot.com.br/2012/08/a-bienal-do-livro-e-formacao.html

5 comentários:

  1. Olá Rodrigo, li com muito interesse este post e o anterior, do Kondo, sobre a Bienal de SP. Entendo a poesia nas entrelinhas, os encontros pessoais que nada virtual pode substituir mas com todo respeito discordo. A Bienal como está não dá, deve mudar para sobreviver.

    Fui à minha primeira Bienal em 85 e saí maravilhado, com uma pilha de 7 ou 8 livros, a maioria recém lançados e todos por preços incríveis. Havia escritores, diversidade mas também havia conforto.

    Na última que visitei, já nos anos dois mil e tantos, dei de cara com os mesmos livros de sempre mais caros que nas livrarias, multidão, atendimento e organização ruins, estacionamento e alimentação precários (o Kondo foi de carona, se tivesse que estacionar o carro teria ficado um pouco menos feliz).

    O modelo está esgotado, assim como o da Fenasoft, antes considerada a maior feira de tecnologia do país.

    Eventos reunindo escritores e leitores tendem à ser positivos mas desprezar a logística, organização, o bem estar dos visitantes e a própria personalidade do encontro é um erro que cobrará um preço a curto prazo.

    Sugiro a leitura do texto a seguir:
    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1138232-bienal-do-livro-de-sao-paulo-esta-morrendo-diz-editor-em-carta.shtml

    um abraço e parabéns pelo blog.

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  2. Bom, eu fui no sábado, de transporte público, e qualquer autor, cadastrando-se pelo site, entra gratuitamente ... quanto a essa logística não tenho do que reclamar...

    Em relação ao texto, aponto o evento como ponto de encontro, contato e lapidação profissional... não comprei sequer um livro, não fui para passear ou para comer ... concordo que devem se preocupar com o público e com o conforto, mas penso que essa é uma demanda das editoras e livrarias ...
    claro que, não satisfazendo expositores, o evento em si tende ao fracasso... mas o que eu buscava estava lá

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  3. Se quiser escrever algo com esse outro ponto de vista, o espaço está aberto...

    Abraços

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  4. Você está enxergando a situação pelo prisma do escritor (excelente por sinal) e não do leitor, que é quem "sustenta" o evento.

    Se o público em geral, sem credencial, pagar caro para estacionar, entrar e comer, não tiver conforto e não comprar livros as editoras não alugarão os stands futuramente e não haverá encontros de escritores. Sem contar que na próxima não visitarão.

    Talvez a capital não possa oferecer feiras literárias em outro formato a não ser o vigente. Acredito que possa.

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  5. escrevi isso: "claro que, não satisfazendo expositores, o evento em si tende ao fracasso..."

    porque penso isso:
    "Se o público em geral, sem credencial, pagar caro para estacionar, entrar e comer, não tiver conforto e não comprar livros as editoras não alugarão os stands futuramente e não haverá encontros de escritores. Sem contar que na próxima não visitarão."


    concordo com você ... mas não escrevi por esse ponto de vista porque fui ao evento com outros olhos (e não vou ter a oportunidade de voltar para reparar nestes aspectos...)


    um grande abraço
    e obrigado por enriquecer o espaço!

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