Resultado - Prêmio Paraná de Literatura 2013

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A Biblioteca Pública do Paraná (BPP) divulgou ontem os vencedores da segunda edição do Prêmio Paraná de Literatura 2013.

O concurso promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (Seec) selecionou obras inéditas de autores de todo o país – ao todo, foram 841 inscritos – nas categorias romance, poesia e contos.

O júri escolheu Meu Primeiro Morto, de Jaci Palma, como melhor romance (Prêmio Manoel Carlos Karam), Ensaio sobre o Entendimento Humano, de Caetano Galindo, na categoria contos (Prêmio Newton Sampaio) e Fábulas para Adulto Perder o Sono, de Adriane Garcia, como a melhor obra de poesia (Prêmio Helena Kolody).

Estreantes

Dois dos premiados nunca tiveram livros publicados. Escolhido como autor do melhor romance, Jaci Palma nasceu em Passo Fundo (RS), mas passou a adolescência em Palotina, no Paraná. “Me considero muito mais paranaense”, diz. Médico psicanalista, Palma conta que levou três anos para finalizar o romance, cuja escrita implicou uma mudança completa em sua vida. “Tive de ‘desorganizar’ minha vida para escrever. Fiz uma opção de me dedicar à literatura e a este projeto. Fico muito feliz de estrear com este prêmio.”

Segundo o autor, o romance se passa em um plantão médico e faz um retrato da situação do setor no país. “Fala de uma situação radical, de alguém desamparado que precisa atender a desamparados”, conta.

A poeta mineira Adriane Garcia também nunca teve seus textos publicados, apesar de já ter enviado a diversos concursos os seis livros inéditos que guarda na gaveta. Para ela, a premiação é especial “pois como o júri não sabe quem é o autor, quem é premiado é o livro e não a pessoa”.

“Os poemas são inspirado nas fábulas dos contos de fada que já existem ou outros criados por mim”, explica. “Mas são poemas para adultos, portanto estão presentes as relações amorosas, a desilusão, a crueldade e as dúvidas da existência”, ressalta.

Vencedor da categoria contos, o escritor e tradutor curitibano Caetano Galindo (ganhou o Prêmio Jabuti deste ano pela tradução de Ulysses, de James Joyce) é o único dos laureados que já tem uma carreira literária, mas com pouca produção como ficcionista. “Escrevo muito pouco. Vai que agora com esse estímulo isso muda”, diz.

Ele conta que o livro premiado é “uma série de recortes, de retratos de momentos de vida. E tem também umas coisas mais estranhas, que nem bem parecem contos, como uma série de descrições de obras de arte hipotéticas”.

Cada autor receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública, com tiragem de mil exemplares. A premiação acontece no dia 12 de dezembro.