Nota do Editor - Amor, ordem e progresso
A Política Editorial deste projeto destaca que: "Os princípios que regem este projeto são: o incentivo à criação literária, a defesa da liberdade de expressão, a solidariedade e a empatia."
Ou seja, este é um projeto cultural voluntário, pautado pela solidariedade, pela empatia e pela diversidade de vozes na literatura e na sociedade. Uma diversidade que prega o diálogo e a construção de caminhos para a ordem e o progresso, sem deixar de lado o amor:
"Amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim."
(Auguste Comte)
Enquanto editor deste projeto, escritor, servidor público da educação, pesquisador da área de Patrimônio Cultural e Sociedade, graduado em Comunicação Social, Letras e História, eu acredito no seguinte:
- A Educação Pública precisa de investimentos, de valorização da carreira docente, de melhorias na formação dos professores, de melhorias na infraestrutura das escolas, com equipamentos e laboratórios. Sem abordar estas questões, incluir a disciplina militar na escola pública apenas aprofunda o abismo de formação humana e crítica em relação à rede privada;
- A Segurança Pública só avança com valorização dos profissionais e com autonomia da Justiça e das Polícias para investigar, julgar e punir quem quer que seja, do casebre na favela até a cobertura na área nobre, do pequeno traficante ao banqueiro mancomunado com senadores, governadores e magistrados; todos eles, sem nenhuma exceção. Sem isso, uma política de "tolerância zero" só aprofunda a disparidade entre o tratamento dado aos pretos e pobres em contraste com o tratamento dado aos chefes dos esquemas, além de agravar os riscos a que são expostos os cidadãos inocentes e os policiais no exercício de suas funções;
- O país do futuro continuará sendo uma promessa utópica enquanto não assumir e defender sua Soberania, e enquanto não souber aproveitar suas riquezas e posições geopolíticas para obter condições favoráveis em cada mesa de negociação, com quem quer que seja. Sem isso, seremos sempre submissos: os que vendem o país recolhem os lucros, enquanto a sociedade absorve apenas as consequências sociais e ambientais;
- A prosperidade e o paraíso na Terra constroem-se com Responsabilidade Social e Ambiental alinhadas ao respeito à Ciência. Sem esse equilíbrio, teremos novamente uns a lucrar com as exportações e outros a arcar com os custos dos desastres climáticos;
- A valorização da Cultura Nacional é indissociável da valorização da diversidade. Tentativas de estabelecer um padrão ideológico e normativo do que seja a cultura nacional são inaceitáveis e nascem de delírios autoritários. A censura é intolerável, assim como o ato de políticos julgarem-se no direito de proibir livros ou descartá-los, mesmo após terem sido analisados e aprovados por especialistas para uso didático e mediado em sala de aula. A cultura é viva e deve seguir como espaço de pluralidade de expressões, aberta a todas as vozes;
- A Política se constrói com diálogo, com respeito ao resultado das urnas, com o respeito à separação entre os poderes e com os princípios do Estado Democrático de Direito consagrados na Constituição Federal de 1988 e nos Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Por conta das considerações acima, neste segundo turno eu votarei #Lula13 , por entender que representa os princípios e valores que defendo: de uma sociedade pautada pela coletividade e pela inclusão social.
No entanto, se a maioria decidir por outro caminho, continuarei a defender os mesmos princípios e valores. Podem ter certeza de que eu não depredarei patrimônio nacional de valor simbólico para a Pátria e para a Democracia. Isso eu posso garantir: minha atuação será sempre coerente, pelas vias do Estado Democrático de Direito!
![]() |
| A Pátria, de Pedro Bruno |
Abraços,
Rodrigo Domit
Editor do Concursos Literários
