O carbono de que somos feitos

Naqueles tempos, as chamas queimavam a olhos vistos, por dias e noites, por meses a fio

E havia ainda aqueles dispostos a incendiar-se, pôr a mão ao fogo, a fim de descobrir de que combustível eram feitos: madeira grossa, cepo úmido, que fumegaria aos poucos a casca e pronto; ou lenha seca e rachada, que se consumiria plenamente, às cinzas

Havia sempre novas chamas, aqui e acolá, de propósito ou por descuido. Enquanto o céu, tomado de fagulhas e fuligem, ansiava por novos ventos e por chuva, para que a estiagem e o fogo dessem vez, enfim, a novo período de esperança

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Peço a licença de vocês para fugir da "programação habitual" e compartilhar este texto-sonho acima, que me acometeu neste período de internação, cercado pela esperança, mas também pelo seu escoamento final. Espero que ecoe em vocês.

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Agradeço pelo carinho recebido diariamente e só não respondo um a um porque fica até difícil manusear o celular com um acesso para soro e remédios em cima de uma das mãos! Logo estarei plenamente recuperado e de volta a este projeto, de corpo e alma refeitos; em parte, graças a esta corrente do bem.

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Estendo minha solidariedade e pesar a todos os que sofreram perdas irrecuperáveis durante esta pandemia. As feridas hão de cicatrizar e o fardo se tornará suportável ao longo do tempo.

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Sigam cuidando de si e dos seus.

E, por fim, espero que tenhamos logo uma vacina segura, para voltarmos a nos abraçar de verdade!


Abraços fraternos,
Rodrigo Domit


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