Prémio Goncourt para Jérôme Ferrari e Renaudot para Scholastique Mukasonga



Por Isabel Coutinho

Jérôme Ferrari é o vencedor do Prémio Goncourt , o mais importante prémio literário francês, com o romance Le Sermon sur la chute de Rome (Actes Sud) divulgou o jornal Le Monde online.

O escritor que nasceu em Paris, em 1968, é professor de filosofia no liceu francês de Abu Dabi. E escreveu um romance em que Matthieu abandona os estudos de filosofia, onde era brilhante, para abrir um bar na Córsega com um amigo de infância, Libero. A obra foi escolhida pelo júri à segunda volta.

Concorriam ao prémio o suíço Joël Dicker ( com La vérité sur l’affaire Harry Quebert), a francesa de ascendência vietnamita Linda Lê (Lame de fond) e Patrick Deville (com Peste et Choléra) que recebeu o prémio Femina no início da semana.

Ao “Le Monde”, Jérôme Ferrari disse que quando soube que era o vencedor do Goncourt sentiu “uma quebra de tensão” que pode ser “considerada como uma definição correcta de alegria”. O escritor ficou muito contente, ainda mais pela editora que desde há sete anos o apoia, por vezes, em condições que não são as mais favoráveis. O seu livro vendeu até agora cerca de 90 mil exemplares e com a atribuição do prémio poderá chegar aos 400 mil.

Conta também o Le Monde, que o escritor brincou com as dezenas de jornalistas que o rodeavam: “Sabem que Barack Obama foi reeleito hoje, não vos está a faltar um pouco de sentido da hierarquia?”.

À ruandesa Scholastique Mukasonga foi atribuído o Prémio Renaudot pelo livro Notre-Dame du Nil (Gallimard).